segunda-feira, 26 de maio de 2014

Sua rede social é convertida ?

Vivemos hoje, creio que de forma irreversível, uma dependência quase patológica de redes sociais. Tem pessoas que ficam "plugadas" o tempo inteiro. Atualizam suas paginas com tanta frequência, que parece até que têm um gigantesco "staff". São "memes", fotos bizarras, mensagenzinhas "água com açúcar", desenhos feitos com caracteres do teclado e avalanches de links de tirar o folego. Alguns supostamente mais piedosos colam "gifs" com frases e jargões "convertidos", mas com teologia pra lá de duvidosa. Tudo tem um ar de diversão e relacionamento social, ainda que virtual.

Afinal, as redes sociais distanciam ou aproximam as pessoas ? inclusão digital é igual a inclusão social? Até que  ponto o que postamos nas redes sociais definem o nosso caráter? O tempo "plugado" é tempo ganho ou perdido? As redes sociais são lugares em que somos livres de tudo, inclusive do que professamos crer ?

Ironias da Copa


De repente a copa deixou o Brasil caótico:
A saúde que era nosso maior orgulho se tornou caótica!
A segurança que era respeitada no mundo inteiro se tornou vergonha nacional!
A educação ficou esquecida e se não reagirmos agora, corremos o risco de que ela não retorne aos trilhos depois que a copa acabar.
A corrupção veio mostrar sua cara medonha por aqui logo agora!
Ninguém poderia imaginar que construiríamos estádios suntuosos e todos superfaturados!
A classe política (sem generalizações) foi se perverter logo agora que tudo caminhava bem!

Mas ainda bem que o povo é extremamente bem politizado:
Manifestações e mais manifestações pululam em vários lugares, tudo na mais perfeita ordem, sem quebra-quebra e depredação do bem público!
Manifestações espontâneas de uma população acordada que vota sempre com extrema consciência! E olha que não há nenhum partido político ou anárquico manipulando tudo isso!
Aliás, depois da copa teremos eleições e iremos com certeza passar tudo a limpo!!

Ah, e não podemos nos esquecer, além de tudo isso ainda temos uma nação cristã em franco e acelerado crescimento! Todos buscam conhecimento e estão atentos às investidas do adversário! Não estamos ocupados com eventos, agendas e programações requintadas e sim com pessoas distantes e escravizadas!
Todos oram incessantemente pelo país, pelas lideranças políticas e eclesiásticas!
Temos púlpitos fortes, inteiramente comprometidos com a pregação do evangelho!
Existe muito espaço para exposição da Palavra e a música é para adoração de verdade e também têm um caráter didático.

Não estamos mais naquele tempo em que as igrejas pareciam casas de espetáculo, com direto a shows gospel, musica para “sentir”, platéia e celebridades!

E que venha o hexa!!!!!!


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Charles Spurgeon: O Pregador do Povo

Excelente documentário sobre a vida de Charles Haddon Spurgeon. Um dos maiores pregadores de todos os tempos.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Sustentabilidade e o Reino de Deus


Algumas expressões viram moda e acabam aparecendo em tudo que é artigo ou discurso. Mesmo que a expressão não sirva em alguns contextos, dá-se um jeito de encaixar por que parece bonito e atual. É quase impossível abrir um jornal ou uma revista e não se deparar com o termo "desenvolvimento sustentável", por exemplo. Quem usa o termo parece ser uma pessoa bem informada e segura, por isso mesmo os políticos são os campeões do uso, embora evidentemente não sejam os únicos.  


Como todo modismo os termos se alternam, vem e vão com rapidez e sem deixar rastro.  Para percebermos esse fato é só lembrar de alguns desses termos que foram moda recentemente como,“qualidade total”, “foco no cliente”, “parceria”, “inovação”, “responsabilidade social”. 
Um ponto importante que cabe observar sobre esse modismo é que o uso não está confinado ao ambiente empresarial ou político. Outra observação interessante, é que esses modismos têm uma origem comum, a economia, e por isso também têm uma relação muito direta com o lucro.


A moda agora é "Sustentabilidade"


Inicialmente sustentabilidade era a capacidade de utilizar recursos naturais sem comprometer as futuras gerações. Por essa definição podemos ver que o termo possuía um viés quase que exclusivamente ambientalista. Porém rapidamente o termo passou a ser usado também nos debates políticos-empresariais para definir as responsabilidades sócio-econômicas das empresas e do estado. Aliás, o uso do termo já ultrapassou essa barreira e agora ouvimos falar de sustentabilidade nas igrejas.



Onde queremos chegar com isso?


Dentre as aberrações trazidas pela infame teologia da prosperidade está a mania de criar uma versão gospel de tudo quanto é moda no discurso e na prática política e empresarial. Assim é que, o "politicamente correto" tornou-se pretexto para adocicar e distorcer a mensagem do Evangelho. A "Inovação e Reciclagem" desculpa para alterar a liturgia, transformando-a em entretenimento espetacular; A "qualidade total" é outro nome para supervalorização da estética e dos métodos em detrimento do conteúdo; O "foco no cliente" é antropocentrismo disfarçado de "amor pelas almas", em substituição descarada ao Teocentrismo; e tudo isso tem como pano-de-fundo o lucro, é claro!



O que significa sustentabilidade no contexto eclesiástico ?

Há muitas possibilidades e vertentes para o que possa significar esse termo na Igreja. Há algumas igrejas locais preocupadas com as questões ambientais, que discutem e pregam sobre o tema com razoável frequência. Já possuem até um espaço fixo para isso  em suas agendas de programações. Não é nosso propósito nesse momento fazer juízo de valor sobre a pauta proposta pelas chamadas "igrejas verdes". Citamos essas instituições apenas como exemplos do uso do termo. afinal, toda instituição que se preocupa de forma sincera com a natureza tem o seu valor, e ponto.


Mas, sem sombra de dúvida, as igrejas que mais se utilizam do tema (de forma ambígua, diga-se) têm um discurso nada ecológico. Geralmente são guiadas pela famigerada teologia da prosperidade. Nessa linha, igrejas sustentáveis são aquelas que multiplicam o patrimônio a toque de caixa, transformando-se rapidamente em impérios poderosíssimos. Essas igrejas guiadas pela insustentável teologia da prosperidade não dependem de um Sustentador Soberano. Dependem da capacidade criativa de quem lidera, não importando o quanto tentam  nos convencer do contrário. As idéias mirabolantes para aumentar a receita são provas cabais dessa sustentabilidade do mal. Os modismos, de que se lança mão, são artifícios para parecer moderna e assim conquistar ainda mais espaço. Não há preocupação social, ambiental ou humanística em jogo. O objetivo é o lucro. E se não há espaço para discussões sociais, muito menos ainda para os grande temas da Bíblia, como Salvação, Ressurreição, Pecado. Os amantes dessa sustentabilidade maligna são
"inimigos da cruz de Cristo. O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infamia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas". (Fp.3.18-19) 
Nosso sustento vem do Senhor, pois "ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo o mais" At.17.25.  A sustentabilidade do Alto não é fruto de modismo nenhum, mas vem de um Deus que controla, e que vela por sua Palavra para a cumprir (Jr.1.12). A Igreja de Cristo não está construindo um império, mas propagando um Reino já estabelecido. 
 O reino não é o sonho ingênuo do liberalismo, no qual, com o aumento da educação e o passar do tempo, o pecado e seus efeitos serão tão erradicados da terra que a utopia alvorecerá. O reino não é o sonho enganador da espiritualidade sem Cristo, onde todos aprendem a nutrir a centelha da divindade dentro de si e a manter o seu verdadeiro “eu bom” em harmonia. O reino não é o sonho político de que se nós simplesmente colocarmos os líderes da direita no poder e derrotar todos os bandidos, a boa vontade governará a terra. O reino é tanto uma viagem como um destino, tanto uma operação de resgate neste mundo quebrado como um resultado perfeito na nova terra por vir; ambos já iniciados e ainda não finalizados.(http://monergismo.com/mark-driscoll/o-que-e-o-reino-de-deus/)
 Esse Reino não necessita de métodos de sustentabilidade, mas é feito de "justiça, paz e alegria no Espirito Santo (Rm.14.17). Não está à deriva, mas avançando firmemente para o seu estabelecimento pleno. 
Quando Cristo voltar, mesmo a natureza que hoje geme e suporta angustias a despeito de todo discurso da sustentabilidade ambiental, será "redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus" (Rm.8.21,22)

Portanto, não precisamos inventar toalhinhas suadas, mantos da cruz, livros das conquistas, miniaturas da arca da aliança, amuletos e mais amuletos, campanhas infindáveis, como se o Reino dependesse de nós.  Mas simplesmente adorar e pregar pois para isso é que fomos chamados.
 Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor. (Hb.12.28)
Àquele que nos sustenta, e vive e reina eternamente seja o poder, a honra e a glória para todo o sempre! 


Francisco Jr

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Adoração Nossa de Cada Dia: Adoração não é Catarse