quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

As Glórias do Natal

  

   O Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. João 1:14


Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho.
E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor.
E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo:
Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor.
E isto vos será por sinal: Achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura.
E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo:
Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens.
E aconteceu que, ausentando-se deles os anjos para o céu, disseram os pastores uns aos outros: Vamos, pois, até Belém, e vejamos isso que aconteceu, e que o Senhor nos fez saber.
E foram apressadamente, e acharam Maria, e José, e o menino deitado na manjedoura.
E, vendo-o, divulgaram a palavra que acerca do menino lhes fora dita;
E todos os que a ouviram se maravilharam do que os pastores lhes diziam.
Mas Maria guardava todas estas coisas, conferindo-as em seu coração.
E voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes havia sido dito.  Lucas 2:8-20

De certo ponto de vista, a encarnação do “DEUS conosco” representou mais humilhação do que glória. A região em que Jesus nasceu havia sido marcada pela humilhação do domínio assírio. A profecia de Isaías diz que Deus a tornou desprezível. (Isaías 9.1-7)
Ainda assim, em muitos momentos desde o seu nascimento “vimos sua glória, glória como do unigênito do Pai”.  O nascimento foi cercado de acontecimentos extraordinários como vemos nos evangelhos. Atos sobrenaturais, visões angelicais, vozes celestiais, enfim o cumprimento da aguardada promessa de forma grandiosa e solene. 
Vemos nessas narrativas, que a glória do Natal gerou Temor e Adoração. A glória do Senhor os cercou de resplendor.  A glória do Natal causou um impacto grandioso para que uma verdade fosse guardada: “Boas novas de grande alegria que será para todo o povo: Na cidade de Davi, vos nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor”
Os seus pais viram sua glória. Simeão viu a Glória do Natal! Consideremos e imaginemos essa cena, por exemplo:  
Havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem era justo e temente a Deus, esperando a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.
E fora-lhe revelado, pelo Espírito Santo, que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor.
E pelo Espírito foi ao templo e, quando os pais trouxeram o menino Jesus, para com ele procederem segundo o uso da lei,
Ele, então, o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e disse:
Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, Segundo a tua palavra;
Pois já os meus olhos viram a tua salvação,
A qual tu preparaste perante a face de todos os povos;
Luz para iluminar as nações, E para glória de teu povo Israel.
E José, e sua mãe, se maravilharam das coisas que dele se diziam. Lucas 2:25-33

É uma cena muito tocante e impactante!
Os discípulos viram sua glória em muitos momentos. Nos diversos milagres que presenciaram. Viram sua glória também nas falas de Jesus que deixavam os ouvintes extremamente admirados pela exposição de sabedoria do céu. Não era puro e simples amontoado de enunciados.  Em um desses momentos Jesus, se manifestou de forma grandiosa na Festa dos Tabernáculos, dando aos seus ouvintes o real significado daquela festa. É importante destacar que Jesus se fazia presente em cada evento importante do calendário litúrgico. Pois não eram festas ou datas inventadas por homens, mas instituídas pelo próprio Deus.  Havia dois grandes momentos nessa que era uma das festas mais importantes no calendário litúrgico do povo judeu, como descreveu o escritor John Sittema:

A primeira cerimônia, a Coleta da Água, devia impressionar a multidão: Nissuch Ha-Mayim era, de fato, um ritual extremamente dramático.
Um sacerdote levítico ataviado com seus trajes imponentes e carregando uma jarra de ouro, percorria a longa descida pelas ruas tortuosas de Jerusalém, do Templo até o tanque de Siloé, acompanhado, a cada passo do caminho, por flautistas litúrgicos e centenas de adoradores. Sem dúvida, as crianças corriam adiante nas ruas pavimentadas com pedras e se metiam nos espaços vazios para ver melhor. Depois da coleta cerimonial de água do tanque, o sacerdote conduzia a procissão de volta ao Templo, entrando pela Porta das Aguas. Trombetas de chifre de carneiro, os shofarim, anunciavam sua chegada com um toque sonoro e prolongado, um trinado e outro toque prolongado. Jesus participou da festa conforme era celebrada em seu tempo, que incluía a cerimônia da Coleta da Água. Em Jesus, o caráter dramático intenso da cerimônia alcançou patamares ainda mais elevados. “No último dia, o grande dia da festa”, talvez no exato momento em que o sumo sacerdote derramava a água de maneira dramática para todo o povo ver, Jesus se levantou e disse em alta voz, acima dos sons do sacerdote e da movimentação irrequieta das crianças: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (Jo 7.37-38). 
(Encontrei Jesus numa festa em Israel / John Sittema Tradução de Abbey editoração . _ São Paulo: Cultura Cristã, 2010)


Nesse ritual de derramamento de água sobre o altar, trazida do posso de Siloé (Trad Enviado) o evangelho de João nos conta que “No último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba.
Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.
João 7:37,38
 Jesus mais uma vez mostrando a sua glória. Ele é a água que saiu da rocha (1Co.10.4) e que saciou a sede do povo durante a peregrinação pelo deserto.

Outra cerimônia marcava a celebração da Festa no primeiro século. Era um acontecimento noturno que concluía a semana de festividades com uma exibição espantosa, que deixava os participantes sem palavras.
No início do dia, quatro candelabros imensos, cada um com 25 metros de altura, eram colocados no pátio das mulheres. No alto de cada um, ficava o óleo que serviria de combustível para as chamas e, junto aos candelabros, eram colocadas escadas para que jovens de famílias sacerdotais içassem cântaros com capacidade de dez galões para encher os recipientes. Os pavios das lâmpadas eram grossos, feitos de linho torcido das vestes utilizadas pelos sacerdotes no ano anterior. A luz das lâmpadas era extremamente brilhante, conforme a Mishná relata: “Não havia terraço em Jerusalém que não fosse iluminado por sua luz”. (Encontrei Jesus numa festa em Israel / John Sittema Tradução de Abbey editoração . _ São Paulo: Cultura Cristã, 2010)

Nessa bela cerimônia vemos Jesus mais uma vez se identificando com o significado da festa e mostrando sua glória:
Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. João 8:12

Conclusão
Podemos dizer com propriedade como disse o Apóstolo João “O verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, como glória do unigenito do Pai”   ?
Que tipo de impacto essas narrativas causam em nós?
E essas falas e ensinos elevados de Jesus, o que tem gerado em nós ?
Que o Natal hoje e sempre represente para nós a grandeza e realidade das profecias, e dessas narrativas!
Pois um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Isaías 9:6




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