ADORAÇÃO e PREGAÇÃO
"Rendei graças ao Senhor, invocai o seu nome, fazei conhecidos, entre os povos os seus feitos" Salmo 105.1
quinta-feira, 9 de julho de 2026
TREINE PARA CORRER João Cassiano
sexta-feira, 3 de julho de 2026
ADQUIRINDO FÉ - Hilário de Poitiers
Hilário de PoitiersDia a dia com os Pais da Igreja Primitiva Tradução Claudio F. Chagas - Curitiba/PR. Publicações Pão Diário 2020.
sábado, 28 de março de 2026
ELE Transforma o Mal em Bem
Em nossa vida lidamos, a cada dia, com desafios e provações. Algumas lutas são fruto dos nossos próprios pecados. Outras nascem da maldade de um mundo caído. Outras ainda decorrem das ações injustas de pessoas ao nosso redor. Em todos esses cenários, uma verdade precisa ficar clara em nosso coração: o mal continua sendo mal, e o bem continua sendo bem. Deus não chama de bom aquilo que é mau. Ele não aprova a injustiça, a traição e o pecado. O nosso Deus, porém, em sua soberania, graça e misericórdia, usa até mesmo o mal, para corrigir, amadurecer, fortalecer, abençoar e conduzir os seus filhos em seu santo propósito.
Observe a jornada de José. Ainda jovem, foi odiado, invejado e traído pelos próprios irmãos. Foi arrancado de sua casa, vendido como escravo e levado para uma terra estranha. Mais adiante, mesmo agindo com integridade, foi falsamente acusado e lançado na prisão. Humanamente falando, sua história parecia marcada por perdas, injustiças e sofrimento. Foram anos de provação, cerca de treze anos entre o momento em que foi vendido por seus irmãos e aquele em que foi exaltado no Egito. Mas, enquanto os homens agiam com perversidade, Deus continuava agindo com soberania.
Ao final, quando seus irmãos, agora temerosos, imaginaram que José se vingaria, ouviram uma das declarações mais belas de toda a Escritura: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida” (Gn 50:20).
Que verdade profunda! José não minimiza o pecado dos irmãos. Ele não diz que não houve maldade. Houve, sim. Eles intentaram o mal. Mas ele também reconhece algo maior: Deus governava acima da maldade humana. O Senhor usou a dor de José para preservá-lo, amadurecê-lo, salvar sua família e cumprir um propósito muito maior do que ele mesmo podia enxergar. O mal era mal, porém Deus o tornou em bem.
Talvez você esteja vivendo dias difíceis, marcados por lágrimas, decepções e perguntas sem resposta. Lembre-se: nada foge ao controle do Senhor. O que hoje parece apenas dor, amanhã poderá revelar a bondade de Deus de forma surpreendente. Confie no Senhor. Descanse no Senhor. Espere no Senhor. Como também lemos: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8:28).
Nosso Deus continua reinando. E, em Cristo Jesus, até mesmo os vales mais escuros não têm a palavra final.
Pastor Ronaldo Lidório
#ronaldolidorio #devocional
quinta-feira, 19 de março de 2026
QUANDO A ALMA CANSA
Você há de concordar comigo que, por vezes, estamos tranquilos nas mãos de Deus, confiados nele em tudo o que diz respeito à nossa vida e, inesperadamente, algo acontece que nos lança em profunda inquietação. Pode ser um sofrimento pessoal ou de alguém que amamos, uma incerteza sobre o futuro, uma dúvida persistente ou até um peso interior que nem conseguimos explicar claramente. De repente, aquilo que antes estava em paz se torna um coração agitado.
O salmista conhecia bem essa experiência. No Salmo 116 ele fala diretamente à própria alma, como quem prega a si mesmo as verdades de Deus, e declara: “Volta, minha alma, ao teu sossego, pois o Senhor tem sido generoso para contigo” (Sl 116:7).
Observe a primeira palavra: “volta”. Isso indica que a alma já esteve em sossego, mas, por algum motivo, perdeu a paz. Algo desviou o coração daquele lugar de descanso e confiança no Senhor. O salmista, porém, sabe exatamente para onde deve retornar. Não é para uma nova estratégia humana, nem para a tentativa de controlar as circunstâncias. Ele chama a própria alma a voltar ao descanso que existe em Deus.
Logo em seguida ele apresenta o motivo dessa decisão: “pois o Senhor tem sido generoso para contigo”. O fundamento do descanso não está na mudança daquilo que nos cerca, nem em uma força interior que possamos desenvolver, mas no caráter do próprio Deus. O Senhor tem sido bom, fiel e generoso. Ele já demonstrou sua graça tantas vezes que a alma pode confiar novamente.
Talvez você esteja vivendo exatamente esse momento. O desassossego chegou na forma de ansiedade, angústia, inquietação, medo ou irritação constante. Aos poucos, isso foi roubando a sua paz, afetando as suas palavras.
Você há de concordar comigo que, por vezes, estamos tranquilos nas mãos de Deus, confiados nele em tudo o que diz respeito à nossa vida e, inesperadamente, algo acontece que nos lança em profunda inquietação. Pode ser um sofrimento pessoal ou de alguém que amamos, uma incerteza sobre o futuro, uma dúvida persistente ou até um peso interior que nem conseguimos explicar claramente. De repente, aquilo que antes estava em paz se torna um coração agitado.
O salmista conhecia bem essa experiência. No Salmo 116 ele fala diretamente à própria alma, como quem prega a si mesmo as verdades de Deus, e declara: “Volta, minha alma, ao teu sossego, pois o Senhor tem sido generoso para contigo” (Sl 116:7).
Observe a primeira palavra: “volta”. Isso indica que a alma já esteve em sossego, mas, por algum motivo, perdeu a paz. Algo desviou o coração daquele lugar de descanso e confiança no Senhor. O salmista, porém, sabe exatamente para onde deve retornar. Não é para uma nova estratégia humana, nem para a tentativa de controlar as circunstâncias. Ele chama a própria alma a voltar ao descanso que existe em Deus.
Logo em seguida ele apresenta o motivo dessa decisão: “pois o Senhor tem sido generoso para contigo”. O fundamento do descanso não está na mudança daquilo que nos cerca, nem em uma força interior que possamos desenvolver, mas no caráter do próprio Deus. O Senhor tem sido bom, fiel e generoso. Ele já demonstrou sua graça tantas vezes que a alma pode confiar novamente.
Talvez você esteja vivendo exatamente esse momento. O desassossego chegou na forma de ansiedade, angústia, inquietação, medo ou irritação constante. Aos poucos, isso foi roubando a sua paz, afetando as suas palavras, suas relações com outros ao redor e até o seu prazer de buscar a Deus.
Se esse é o seu caso, faça hoje o que o salmista fez. Pregue ao seu próprio coração as verdades de Deus! Lembre-se de que Cristo já pagou completamente o preço da nossa redenção e da nossa paz. Lembre-se também de que o Espírito Santo habita em você e intercede por sua vida diante do Pai.
Então diga à sua alma, com fé renovada: “Volta, minha alma, ao teu sossego, pois o Senhor tem sido generoso para contigo” (Sl 116:7). Você descobrirá novamente o descanso que somente o Senhor pode dar.
Pastor Ronaldo Lidório
#ronaldolidorio #devocional
sexta-feira, 5 de abril de 2024
ATÉ O FIM - ATOS 28
O encerramento do livro de Atos é algo intrigante. Primeiramente, pela ausência de uma conclusão. Não termina falando sobre o destino de Paulo, a perseguição dos cristãos ou a situação das igrejas plantadas. Há apenas uma pausa, dando a ideia de que a história não terminou.
De fato, Deus continua a agir, encorajar, acompanhar e enviar o seu povo pra a pregação do evangelho em todo o mundo. Nesta perspectiva, a falta de uma conclusão formal no livro de Atos nos lembra que a história da igreja, movida pela graça e poder de Deus, continua.
Em segundo lugar, pelo que é relatado no último verso. Lemos: “pregando o reino de Deus, e, com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo” (At 28:31).
Paulo se encontrava em prisão domiciliar, vigiado por um soldado e aguardando o seu julgamento. Estava em uma cidade estranha e esperava o desfecho de seu apelo a César, portanto no aguardo de uma ação imperial.
Mesmo assim, com tantas amarras e limitações, o texto nos diz que ele pregava o evangelho “sem impedimento algum”. As amarras humanas não eram suficientes para barrar a pregação do evangelho, que é o poder de Deus.
Por fim, vemos que a mensagem pregada era “as coisas referentes ao Senhor Jesus”. Que seja esta também a nossa vida até o último dia. Sigamos crendo, vivendo e falando das coisas referentes a Jesus.
Que seja Ele o motivo de nossa vida e razão de nossa alegria. Que seja Ele o nosso tesouro mais precioso e nossa mensagem mais importante. Sigamos a Ele, com tudo o que somos e temos, até o fim.
Escrito por Rev. RONALDO LIDÓRIO
Fonte: O Informativo JMP é uma publicação mensal da Junta Missionária de Pinheiros